Páginas

6 de jul de 2011

Japão made in Brasil

Muitos fãs jovens e fervorosos imaginam que a febre dos quadrinhos japoneses teve início no país durante a década de 90, com o surgimento de fenômenos editoriais como os Cavaleiros do Zodíaco que pipocavam em nossas bancas e em nossa TV, sendo transmitidas pela extinta Rede Manchete. No entanto, a "invasão" começou bem antes, sendo feita por inúmeros títulos nacionais, que com criatividade e cara de pau a rodo, copiavam, mais que descaradamente, ideias de personagens icônicos do universo japonês, dando a eles um típico tempero brasileiro (sim, eu não podia deixar de usar essa...). Mas, infelizmente, a maioria desses títulos acabaram caindo no esquecimento. Mas não temam! Nosso singelo blog Brasil HQ não vai deixar por menos! Lembremos agora dos nossos heróis nacionais, os precursores da INVASÃO!

O primeiro desses ícones é, sem sombra de dúvida, o Robô Gigante. Desenhado pelo genial Watson Portela, o robô em questão era uma gigantesca máquina de combate pilotada em seu interior por uma equipe de jovens sodados, denominados os Dragões da Independência, uma homenagem ao 1º Regimento de Cavalaria de Guardas do Brasil. Os jovens heróis tinham a missão de salvar uma São Paulo futurista das mãos de "perversos seres monstruosos e descomunais". A história é uma referência óbvia aos filmes e seriados de tokusatsu japoneses (obras de ficção científica, famosas por seus robôs gigantes; um exemplo claro é o da franquia Power Rangers).



Juntamente com o nosso querido Robô Gigante, outro titã nacional havia sido lançado, era Ultraboy, versão nacional do clássico Ultraman. O curioso é que, em sua primeira aventura, ele enfrentava uma terrível criatura submarina, que também era uma versão nacional do Godzilla. A HQ ficou a cargo de Franco de Rosa, um mestre do quadrinho nacional.



Falaremos nos próximos posts de mais destes heróis nacionais, que, embora tenham sido esquecidos no tempo, têm uma importância sem igual para o cenário atual dos quadrinhos brasileiros. Portanto, não deixem de acompanhar os próximos posts.

Nenhum comentário:

Postar um comentário