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7 de jul de 2011

Precursores da invasão

Bom, em um post anterior comentamos sobre os primeiros heróis brasileiros inspirados no estilo do quadrinho japonês. Continuaremos aqui com essa matéria sobre nossos singelos heróis.

Um desses ícones que, infelizmente, não viu a luz do dia foi o Capitão Brasil, herói ainda inédito no país que, embora tivesse todo seu projeto e seu design prontos, não chegou a ser lançado. Criado pelo mestre Watson Portela, foi anunciado em outubro de 1982 na revista do Robô Gigante #1, que trazia vários personagens no estilo mangá. Seu projeto foi idealizado pelo estúdio Bico de Pena, de direção e coordenação de Claudio Seto e Franco de Rosa. O projeto talvez não tenha dado certo por motivos editoriais, mas nós bem sabemos que o povo brasileiro não costuma ter o mesmo fervor patriótico que nossos vizinhos norteamericanos. Uma coisa é certa: se o Capitão Brasil tivesse sido lançado, seria, sim, um alvo óbvio de muitos comentários, pro bem ou pro mal.


O Raio Negro é outro herói brasuca, criado em 1964/1965 pelo cartunista Gedeone Malagola, autor também do Homem Lua. O herói possuía um uniforme todo negro com botas e luvas douradas, o que o tornava perfeito para as páginas em preto e branco da revista da época. Seu traje era muito semelhante aos do Ciclope, dos X-Men, e sua origem se assemelhava ao do Lanterna Verde da Era de Prata. O brasileiro Roberto Salles era o homem por traz da máscara do Raio Negro. O herói era um militar, mais especificamente um tenente da Força Aérea Brasileira, que, durante uma missão orbital, é capturado por um disco voador, onde um misterioso ser agonizante, oriundo de Saturno, o dá instruções para pilotar sua nave, que havia sido atingida por um meteoro, e salvar a vida dos dois. Conseguindo salvar sua vida e a do misterioso ser alienígena, o herói recebe como recompensa um anel de luz negra que lhe confere os poderes do Raio Negro. Voltando ao planeta Terra, ele jura usar os poderes do anel para o bem. Suas histórias tiveram início em 1965 e duraram ao todo 13 edições consecutivas e mais um almanaque especial, todos da editora Grafipar.

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